jhnmyr:

If you want to be truly intimidating,

If you want to make an impact,

If you want to have strong connections with others

just be sincere.

Sarcasm is not an attitude, and it’s not a personality trait. It’s a style of rhetoric meant to be used occasionally to highlight a larger point. Saying…

When did an overgrowth fringe, punch lines and sweet reading voice put together became so loveable?

WHAAAAAT, MAN

02.03.2006 13:06

Só levo a saudade, Lorena…

É mesmo tudo o que vale a pena?

‘Give me a reason,’ he whispered. ‘Give me a reason to do it and I swear I will.’

Quando eu saio de casa sabendo que vou ao banco, meu eu de uma realidade paralela está carregando um saco em cada mão, cheio de pedrinhas, pra cada fora que o cara do caixa me der. Numa realidade paralela, eu jogo pedrinhas na cabeça de cada uma das pessoas que estão ali dentro, trabalhando, ganhando o sustendo da família num órgão público de respeito, que é o meu banco.

Eu, no meu infinito egoísmo e incansável egocentrismo, só consigo pensar nos minutos que eles me fazem esperar e tantas tardes eu já perdi. Eu tenho uma conta corrente há menos de 1 mês e já não suporto banco. Alguém tem que ser culpado. Na falta de um, são todos.

E meu eu da minha realidade parelala se diverte matando todos eles a pedradas.

- A senhora pode ir ali pr’aquela outra fila, por gentileza?

TIJE.

- Senhora, seu cartão não é misto, é só de crédito.

- Mas eu pedi um misto.

- Mas é só de crédito.

TIJE.

Senha 942

TIJE.

Que fique claro que eu não sou nada além de estressada. Realidades paralelas não existem. Tudo o que eu faço quando vou pro banco é sentar e chorar minhas pitangas. (Sei lá, né, é bom deixar claro que eu não tenho nada a ver com nada… Vai que alguém tem essa ideia genial de explodir minha agência no meio da noite!)

Em nove anos, você é capaz de absorver 50% de uma nova cultura. Você pode ganhar um novo sotaque mas continuar com traços do bom e velho. Você pode mudar de cidade, começar a usar salto, de repente gostar de maquiagem, cortar o cabelo, começar e terminar um longo namoro e ter superado o suficiente para sequer comentar a “novidade”. Você pode de repente descobrir que quer estudar jornalismo. Dá até tempo de ir e voltar de um intercâmbio.

E então, acontece de reencontrar os amigos e dizer: “nossa… nove anos!”

Encontrá-los e não achar uma mudança sequer em seus rostos, seus sorrisos. Dar um abraço daqueles. Não achar estranho de jeito nenhum, conversar como se fosse ontem. Contar nove anos de novidades (embora na verdade só os dois últimos realmente vão importar). Descobrir que ela também resolveu estudar jornalismo. Perguntar das amigas, falar da vida, dos outros, ter “conversa de velho”, matar a saudade, se sentir feliz, se sentir em casa. Você pode encontrá-los e nem notar que nove anos se foram. E achar isso lindo.

Ah, minto. Há nove anos nós não tínhamos nenhum copo na mão e provavelmente não eram 3 da manhã.

Hoje fui ao shopping comprar ingresso antecipado pra um filme. Eu não entrei na fila porque eu queria primeiro perguntar se tava vendendo o ingresso ou não. Enquanto eu estava no cantinho, esperando um cara comprar o dele pra eu perguntar, eu tava com vergonha. As pessoas ficavam olhando pra ver se eu ia mesmo furar fila! Eis que de longe eu vejo uma menina muito fofinha vindo pra onde eu tava. Eu daria pra ela uns 12 anos de idade, mas ela era extremamente pequena e com feições mais infantis. A determinação com que ela veio me deu inveja. Esperou atrás de mim. Eu notei que ela parecia muito, muito novinha pra estar vestido a camisa dos Beatles que vestia, e achei que ela tinha muito bom gosto se fosse mesmo fã (agora já não sei por que fiquei tão impressionada. Não estou mais longe que ela dos anos 60).

Então o caixa liberou, eu pedi um segundo pra moça e fiz minha pergunta.

- Vocês já estão vendendo ingresso de Harry Potter?

A menina imediatamente veio pro meu lado pra ouvir a resposta. Estávamos ali pelo mesmo motivo.

- Não estamos vendendo. Não sei quando começaremos, não há previsão.

A menina virou pra mim. Pra mim, não pra mulher do caixa.

- Mas no site disse que estava vendendo! Não disse?

E fez uma cara de triste. E saiu triste comigo até a entrada do cinema, onde encontrou o pai. Ele olhou, me cumprimentou como quem cumprimenta uma amiga da filha, e perguntou.

- E aí, não tá vendendo?

Ela, de novo, meio triste, respondeu. Mas a partir daí eu não mais ouvi o que ela disse. Eu só falei tchau, ela me deu tchau e foi embora, com a mesma cara de triste.

Essa sou eu, com 20 anos, me vendo naquela menina de 12 ou menos. Ela era eu e eu notei isso. Não quero dizer que ela era eu há 8 anos. Não. Ela sou eu hoje. Não sei por que motivo, ela me pareceu muito sincera. Fã é uma raça chata, eu admito. Mas fiquei feliz de me ver como uma. E melhor: fiquei feliz de ter ficado feliz porque ela fez com que eu visse que não tem nada de chato em ser fã. Fiquei feliz também porque é bom ver que ainda tem gente, de uma geração mais nova, que usa camisa dos Beatles e faz o pai te levar no shopping em pleno feriado pra comprar um ingresso de cinema.

Eu vou levar minha filha ao cinema num domingo de manhã de feriado, caso ela queira.

Eu sempre encarei as coisas como “Read it later”. Olho, gosto. “Depois penso, depois vejo”.

Mesma coisa funciona pra o coração. Os sentimentos existem, tão aqui. Guardados no Fundo da Minha Alma, junto com muitas outras coisas. Mas enquanto eu não for forçada a soltá-los, pensar neles… A saudade não vem. O tempo passa, os anos passam, a vida passa. Muda-se a posição do sofá, muda o clima. As fotos do mural vão mudando. O papel de parede sai.

Quando alguém não aguenta mais ficar preso, parado e quieto no Fundo da Minha Alma…

Movimento: mexe, vira. Pede pra sair. Grita por socorro… E o socorro é a saudade. É o líder do movimento de rebelião.

Ela chega, ilustre, marcando presença; e a saudade é das fortes. Vingativa como só ela. Toma as dores dos prisioneiros do Fundo da Minha Alma. Luta em nome de todos. Em nome do amor aprisionado, da alegria contida, do abraço guardado, do sorriso e do choro engolidos.

Ela quer sempre compensar todo o tempo que eu a deixei por lá.
Chega, bate, toca fogo, como quem diz: “Você vai ter que me engolir!”
Faz com que eu precise cometer todos os pecados pra sobreviver.

E quando eu, na peleja, resolvo me entregar… ela vai embora.
Mas só pra poder voltar daqui a uns anos, mais raivosa e vingativa, em nome de outro sorriso, de outro abraço, de outro choro.

E eu não aprendo. A minha justiça não funciona.

Não, saudade. Se eu quisesse um sentimento Super-Homem pra libertar a população do Fundo da Minha Alma, eu não teria escolhido você…

Loreee! It has been a long time since i left something in your dash, so here it is.. HI! :)
papelelapis papelelapis Said:

Hello, Becca! You’re the sweetest! \o/ It’s been a long time since we don’t see each other for more than 5 minutes, actually. Anyway, it was really nice to see you yesterday. Don’t go missing again! :D

Chris McCandless’ magnificent accidental(?) double-exposure

O tempo passa, brodagem.

(via euarthur)

Eu estive presente na primeira metade, sob chuva, durante 10 horas… Hoje eu vejo todo mundo com seu guarda-chuvinha, na cidade que não pára de chover. Força, gente, que o dia vai ser longo mas vai valer muito a pena!

http://www.camvista.com/england/london/trafalgarsquare_streaming.php