Return to Sender

Quero ser imigrante cá em Coimbra.
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Escrevi isso no dia seguinte à Final da Copa. E não pretendia exaltar o fato de ter sido campeã, muito pelo contrário. O ponto alto da minha noite não foi a medalha de Ouro. O que me deixou distribuindo abraços com os olhinhos brilhando a noite inteira foi o Nega Véa Paulo Francis. Ele e as respectivas explicações foi o que me fez dormir sorrindo, acordar sorrindo e escrever sorrindo.

Em 2011 choveu. E não choveu pouco, choveu MUITO. Foi a Copa mais chuvosa do meu tempo. O Líbano virou um rio, e ainda assim, a Paulo Francis tava de pé. De capa de chuva, de guarda-chuva, sem guarda-chuva. Teve festa acabando cedo, bolsa sumindo, jogador faltando. Ainda assim, todo sábado estávamos lá, alegres como se fosse o primeiro dia, dando o sangue como se fosse sempre uma final com o time mais difícil.

A CPF (como um todo, incluindo a CPP) é o que a gente tem de mais precioso. É por isso que a gente se apega. Participa, exagera, chilica. As grandes figuras da Paulo Francis soltaram farpas por aí uma vez ou outra. E se desculparam. Ou não, ficou assim mesmo e todo mundo levou numa boa. É esse espírito esportivo, dentre outras coisas, que nos faz bem peculiares - nada teria saído do papel se não fosse por causa de um que ajudou com a extensão aqui, outro que divulgou uma nota no jornal ali. Como disse Daniel ontem, só a gente entende mesmo o que é isso. A Paulo Francis virou nossa Pasárgada. Nós, aqui no nosso mundinho. Osama morreu, mas sábado tem CPF. Reprovei na cadeira, mas sábado tem CPF.. As seis semanas de futebol são o nosso grande tesouro e, vocês calouros, vão aprender e vão ensinar que tudo não passa de uma festa enorme, gigantesca, estendida por vários sábados e muitíssimo bem documentada como lembrança pra posteridade.

Nunca é igual. Nunca é a mesma coisa. E a gente sente. Antes de mais nada, a gente sente. Por isso, não tem coisa melhor do que saber que é TUDO feito por nós e por vocês. Brincadeiras à parte, a nossa é a maior Copa do mundo. Nem que seja só pra gente, ela é o evento futebolístico mais importante e não há FIFA e CBF que nos diga o contrário. A gente briga, a gente brinca, mas a gente se ama. E quando todo mundo bebe e volta pra casa às 7h, isso fica mais do que claro.

E então a Copa acaba. Brusca e cruelmente, ela se encerra. E não estou aqui por causa de nenhum resultado. O que eu queria mesmo, desde o começo, era dar meus sinceros agradecimentos a todos vocês que fazem desse blog nossa página inicial por um mês e meio (ou mais - bem antes e bem depois). Agradecer por pôr a bola no campo e tocar pra frente, ano após ano. Por fazerem dessa copa a nossa copa, na maior brodagem do mundo, pedacinho por pedacinho. E seria bom que todo ano acabasse mesmo numa grande cachaça, fazendo brindes aos melhores anos de nossas vidas. Tem muita gente que fez acontecer e valer a pena!

Equipe CPF: Vocês são geniais, cada um de vocês.

É muito amor!

Nos vemos em 2012, comemorando a primeira década com uns drink muito melhores. Até porque, de qualquer forma, o mundo só pode acabar mesmo depois da Paulo Francis.

Beijo,
Lorena “Nega Véa”,
em homenagem a todas as Negas e Negos que deram seu melhor em 2011

Dez Oscares não valem o Nega Véa PF. E tenho dito.