Quando eu saio de casa sabendo que vou ao banco, meu eu de uma realidade paralela está carregando um saco em cada mão, cheio de pedrinhas, pra cada fora que o cara do caixa me der. Numa realidade paralela, eu jogo pedrinhas na cabeça de cada uma das pessoas que estão ali dentro, trabalhando, ganhando o sustendo da família num órgão público de respeito, que é o meu banco.
Eu, no meu infinito egoísmo e incansável egocentrismo, só consigo pensar nos minutos que eles me fazem esperar e tantas tardes eu já perdi. Eu tenho uma conta corrente há menos de 1 mês e já não suporto banco. Alguém tem que ser culpado. Na falta de um, são todos.
E meu eu da minha realidade parelala se diverte matando todos eles a pedradas.
- A senhora pode ir ali pr’aquela outra fila, por gentileza?
TIJE.
- Senhora, seu cartão não é misto, é só de crédito.
- Mas eu pedi um misto.
- Mas é só de crédito.
TIJE.
Senha 942
TIJE.
Que fique claro que eu não sou nada além de estressada. Realidades paralelas não existem. Tudo o que eu faço quando vou pro banco é sentar e chorar minhas pitangas. (Sei lá, né, é bom deixar claro que eu não tenho nada a ver com nada… Vai que alguém tem essa ideia genial de explodir minha agência no meio da noite!)